os dias passam
as horas são minutos
os meses passam
por noites confusas
as pessoas passam
por corredores obtusos
as terças são menores
os dias diminutos
a desordem cresce
até o tempo passa
o dia é da caça
a melodia acaba
a vida balança
não há quem resista
o livro é da traça
o sono não passa
o silêncio dissoa
a farça, a força, a graça
atrás, a massa, a praça
a rosa, a lua, a rua,
o tempo não passa
a janela fechada
as noites se arrastam
o relógio é tão seco
tão cedo, tão tarde
os dias não chegam
os segundos, as quartas
agonia, a mania, a fatia
o castelo de cartas
as tardes vazias
as noites em claro
sonhar é tão caro
a agua ecoa
o que o tempo escoa
e os dias ocilam
não passam por horas
pessoas esquecem
não passam por meses
não falam, não calam
não param, se perdem
e os dias passam
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
prelúdio
sábado, 6 de dezembro de 2008
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