quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
pássaro de vento
olhei pela janela por um tempo
enquanto o tempo me olhava por dentro
vi um pássaro transparente
que falava no meio da gente
e seu coração ardia em brasas
ele cantava com a voz da água
num momento dos olhos entreabertos
vi aquele pássaro diferente
ele conversava com todos
um diálogo entre o vento
e o gueto de cada mente
o pássaro levava em sua memória
a história, a escória
entre os olhares distraídos
vi aquele canto
que de repente sumia
no fôlego do tempo
por um momento
vi o pássaro invisível
que ouvia o indizível
o que dizia se transformava
com os olhos quase abertos
vi do pássaro cair fagulhas efêmeras
penas que se consumiam
enquanto escreviam no vento
e sumiam entre algum momento
entre as linhas da poesia
sábado, 31 de dezembro de 2011
no meio da roda
o tempo e as cordas dançam no fogo
e se espalham pelos trilhos indiscretos
ondas amorfas cantam no fogo
e se chocam nas paredes ambulantes
ecos agudos refletem no fogo
e se lançam como cacos cortantes
e se espalham pelos trilhos indiscretos
ondas amorfas cantam no fogo
e se chocam nas paredes ambulantes
ecos agudos refletem no fogo
e se lançam como cacos cortantes
sexta-feira, 17 de junho de 2011
um pouco
gosto de ouvir o silêncio
em acordes maiores
maiores que o tempo
caminhar despreocupado
pular de telhado em telhado
voar e sonhar acordado
respirar fundo
descansar com o vento
andar ao seu lado
ficar quieto,
...
terça-feira, 14 de junho de 2011
boa noite
vá, mas carregue alguns versos com você
encha os bolsos de doces palavras
leve para os sonhos as poesias
e lá você poderá cantar e dançar como o fogo
as estrelas dançarão como vaga-lumes
cataclismas formarão novos versos
com a voz do farol que acorda a manhã
assim, vigor e alegria se moverão em ondas
que despertarão como as tardes da infância
quebrando a monotonia dos dias estranhos
fazendo que os motores soem como chiados
chiados silenciosos de águas nascentes
e os enérgicos atos de fúria se perderão
criando obras incríveis em vez de vazios
encha os bolsos de doces palavras
leve para os sonhos as poesias
e lá você poderá cantar e dançar como o fogo
as estrelas dançarão como vaga-lumes
cataclismas formarão novos versos
com a voz do farol que acorda a manhã
assim, vigor e alegria se moverão em ondas
que despertarão como as tardes da infância
quebrando a monotonia dos dias estranhos
fazendo que os motores soem como chiados
chiados silenciosos de águas nascentes
e os enérgicos atos de fúria se perderão
criando obras incríveis em vez de vazios
segunda-feira, 11 de abril de 2011
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
cubo mágico
tempo não falta nessa história
o que não sobra é memória
pra saber o que passou
história é que não passa nesse tempo
o que não sobra é o saber
na memória que faltou
tempo não passa na memória
o que não falta é história
pra saber o que sobrou
memória não sabe o que passa
o que não sobra é o tempo
da história que faltou
(...)
o que não sobra é memória
pra saber o que passou
história é que não passa nesse tempo
o que não sobra é o saber
na memória que faltou
tempo não passa na memória
o que não falta é história
pra saber o que sobrou
memória não sabe o que passa
o que não sobra é o tempo
da história que faltou
(...)
quinta-feira, 2 de julho de 2009
sono
eu tava andando voltando cansado pra casa e pensando
uns pensamentos meio gagos em terceira pessoa
uns conceitos meio vagos na mesma canoa
um cubo e seus oito lados lançado à toa
um pássaro prateado que cansado não voa
depois disso, acho que dormi, não sei se acordei
uns pensamentos meio gagos em terceira pessoa
uns conceitos meio vagos na mesma canoa
um cubo e seus oito lados lançado à toa
um pássaro prateado que cansado não voa
depois disso, acho que dormi, não sei se acordei
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