quinta-feira, 26 de março de 2009

delírios

mas um dia veio a febre
e a mente se mentia pelos cantos
uns tantos da cidade calada
ficou vazia, parada, amarela
não amanhecia, não chovia
as rodas dos carros vazias
o lodo no banco, mato na rua
no morro da rua escura
era a mesma cidade parada
o asfalto se metia pelos prantos
uns cantos meio molhados
os sons meio apagados
tons misturados, muitos chiados
uns ruídos, umas ondas em chamas
de dentro dos olhares parados
esperando nos pontos os seus motivos
eram olhares calados, distraídos
tragados por traços desordenados
movimentos pesados, pensamentos mudos
levados por passos distantes
(...)


4 comentários:

Lucíola disse...

de todas as febres, a sua é mais sublime. Pq desautomatiza seu olhar...

Lindo poema. =)

homo (non-sapiens) sapiens disse...

veio a febre e a mente se meNtia pelos cantos... delirios!!! fantastico isso! minino ce tem ouvido O Teatro Mágico é?
gostei muuuito da assonancia! ce ta no curso errado!!!

cintia disse...

adoro seus delírios! =)

Anônimo disse...

Ronaldo...