mas um dia veio a febre
e a mente se mentia pelos cantos
uns tantos da cidade calada
ficou vazia, parada, amarela
não amanhecia, não chovia
as rodas dos carros vazias
o lodo no banco, mato na rua
no morro da rua escura
era a mesma cidade parada
o asfalto se metia pelos prantos
uns cantos meio molhados
os sons meio apagados
tons misturados, muitos chiados
uns ruídos, umas ondas em chamas
de dentro dos olhares parados
esperando nos pontos os seus motivos
eram olhares calados, distraídos
tragados por traços desordenados
movimentos pesados, pensamentos mudos
levados por passos distantes
(...)
quinta-feira, 26 de março de 2009
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
enquanto
os dias passam
as horas são minutos
os meses passam
por noites confusas
as pessoas passam
por corredores obtusos
as terças são menores
os dias diminutos
a desordem cresce
até o tempo passa
o dia é da caça
a melodia acaba
a vida balança
não há quem resista
o livro é da traça
o sono não passa
o silêncio dissoa
a farça, a força, a graça
atrás, a massa, a praça
a rosa, a lua, a rua,
o tempo não passa
a janela fechada
as noites se arrastam
o relógio é tão seco
tão cedo, tão tarde
os dias não chegam
os segundos, as quartas
agonia, a mania, a fatia
o castelo de cartas
as tardes vazias
as noites em claro
sonhar é tão caro
a agua ecoa
o que o tempo escoa
e os dias ocilam
não passam por horas
pessoas esquecem
não passam por meses
não falam, não calam
não param, se perdem
e os dias passam
as horas são minutos
os meses passam
por noites confusas
as pessoas passam
por corredores obtusos
as terças são menores
os dias diminutos
a desordem cresce
até o tempo passa
o dia é da caça
a melodia acaba
a vida balança
não há quem resista
o livro é da traça
o sono não passa
o silêncio dissoa
a farça, a força, a graça
atrás, a massa, a praça
a rosa, a lua, a rua,
o tempo não passa
a janela fechada
as noites se arrastam
o relógio é tão seco
tão cedo, tão tarde
os dias não chegam
os segundos, as quartas
agonia, a mania, a fatia
o castelo de cartas
as tardes vazias
as noites em claro
sonhar é tão caro
a agua ecoa
o que o tempo escoa
e os dias ocilam
não passam por horas
pessoas esquecem
não passam por meses
não falam, não calam
não param, se perdem
e os dias passam
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
prelúdio
sábado, 6 de dezembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
quinta-feira, 21 de junho de 2007
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