não lembro de quando não tinha memória
mas sinto saudade.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
cubo mágico
tempo não falta nessa história
o que não sobra é memória
pra saber o que passou
história é que não passa nesse tempo
o que não sobra é o saber
na memória que faltou
tempo não passa na memória
o que não falta é história
pra saber o que sobrou
memória não sabe o que passa
o que não sobra é o tempo
da história que faltou
(...)
o que não sobra é memória
pra saber o que passou
história é que não passa nesse tempo
o que não sobra é o saber
na memória que faltou
tempo não passa na memória
o que não falta é história
pra saber o que sobrou
memória não sabe o que passa
o que não sobra é o tempo
da história que faltou
(...)
quinta-feira, 2 de julho de 2009
sono
eu tava andando voltando cansado pra casa e pensando
uns pensamentos meio gagos em terceira pessoa
uns conceitos meio vagos na mesma canoa
um cubo e seus oito lados lançado à toa
um pássaro prateado que cansado não voa
depois disso, acho que dormi, não sei se acordei
uns pensamentos meio gagos em terceira pessoa
uns conceitos meio vagos na mesma canoa
um cubo e seus oito lados lançado à toa
um pássaro prateado que cansado não voa
depois disso, acho que dormi, não sei se acordei
quinta-feira, 26 de março de 2009
delírios
mas um dia veio a febre
e a mente se mentia pelos cantos
uns tantos da cidade calada
ficou vazia, parada, amarela
não amanhecia, não chovia
as rodas dos carros vazias
o lodo no banco, mato na rua
no morro da rua escura
era a mesma cidade parada
o asfalto se metia pelos prantos
uns cantos meio molhados
os sons meio apagados
tons misturados, muitos chiados
uns ruídos, umas ondas em chamas
de dentro dos olhares parados
esperando nos pontos os seus motivos
eram olhares calados, distraídos
tragados por traços desordenados
movimentos pesados, pensamentos mudos
levados por passos distantes
(...)
e a mente se mentia pelos cantos
uns tantos da cidade calada
ficou vazia, parada, amarela
não amanhecia, não chovia
as rodas dos carros vazias
o lodo no banco, mato na rua
no morro da rua escura
era a mesma cidade parada
o asfalto se metia pelos prantos
uns cantos meio molhados
os sons meio apagados
tons misturados, muitos chiados
uns ruídos, umas ondas em chamas
de dentro dos olhares parados
esperando nos pontos os seus motivos
eram olhares calados, distraídos
tragados por traços desordenados
movimentos pesados, pensamentos mudos
levados por passos distantes
(...)
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
enquanto
os dias passam
as horas são minutos
os meses passam
por noites confusas
as pessoas passam
por corredores obtusos
as terças são menores
os dias diminutos
a desordem cresce
até o tempo passa
o dia é da caça
a melodia acaba
a vida balança
não há quem resista
o livro é da traça
o sono não passa
o silêncio dissoa
a farça, a força, a graça
atrás, a massa, a praça
a rosa, a lua, a rua,
o tempo não passa
a janela fechada
as noites se arrastam
o relógio é tão seco
tão cedo, tão tarde
os dias não chegam
os segundos, as quartas
agonia, a mania, a fatia
o castelo de cartas
as tardes vazias
as noites em claro
sonhar é tão caro
a agua ecoa
o que o tempo escoa
e os dias ocilam
não passam por horas
pessoas esquecem
não passam por meses
não falam, não calam
não param, se perdem
e os dias passam
as horas são minutos
os meses passam
por noites confusas
as pessoas passam
por corredores obtusos
as terças são menores
os dias diminutos
a desordem cresce
até o tempo passa
o dia é da caça
a melodia acaba
a vida balança
não há quem resista
o livro é da traça
o sono não passa
o silêncio dissoa
a farça, a força, a graça
atrás, a massa, a praça
a rosa, a lua, a rua,
o tempo não passa
a janela fechada
as noites se arrastam
o relógio é tão seco
tão cedo, tão tarde
os dias não chegam
os segundos, as quartas
agonia, a mania, a fatia
o castelo de cartas
as tardes vazias
as noites em claro
sonhar é tão caro
a agua ecoa
o que o tempo escoa
e os dias ocilam
não passam por horas
pessoas esquecem
não passam por meses
não falam, não calam
não param, se perdem
e os dias passam
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
prelúdio
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